# Design instrucional: os princípios por trás de Coursebox

> Travis Clapp, cofundador de Coursebox, sobre design instrucional: o que é uma boa aprendizagem, a IA como extensão do designer e os 5 princípios de cada curso.

**Author:** Travis Clapp  
**Published:** 2026-10-16  
**Updated:** 2026-10-29  
**Categories:** Company Updates

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_Em 15 anos, a regra não mudou: crie algo que os alunos vão valorizar._

Em 2011, criei um jogo de golfe de 9 buracos para uma entidade do setor de golfe. Cada buraco era um [objetivo de aprendizagem]([object Object]), todos par 3, 4 ou 5: resposta certa, a bola caía no buraco; resposta errada, a tacada ia para fora. O pessoal de lá era fanático por golfe e adorou.

O CTO da Workstar, onde eu trabalhava na época, viu a coisa de outro jeito: "O trabalho mais caro e com o preço mais inflado que fizemos foi aquela educação gamificada que o Travis decidiu fazer." Ele tinha razão, porque levou semanas para projetar, aprovar e desenvolver em Flash. Hoje a mesma interação sai em cerca de 5 minutos.

## Por que um designer instrucional acaba criando software?

Porque durante anos fiz tudo isso à mão. Sou formado em matemática e ciência da computação, tenho mestrado em multimídia interativa e, por um tempo, dei aulas de multimídia interativa, web design e Photoshop em uma universidade.

Com um cliente, às vezes levava um mês de idas e vindas só para chegar a uma [estrutura de curso]([object Object]) que agradasse a todos. Coursebox gera essa estrutura em menos de um minuto. Conto a história completa de como Alex e eu começamos a empresa em [A ferramenta que eu gostaria de ter tido]([object Object]).

## Como é uma boa experiência de aprendizagem?

Aprender a voar bagunçou minha cabeça, no melhor sentido. Alguns anos atrás, fiz aulas de pilotagem e senti de verdade os neurônios disparando enquanto aprendia as comunicações por rádio e como decolar sem me espatifar.

Vi o mesmo nos cursos que funcionaram melhor quando eu os projetava. Em um [curso de vendas]([object Object]) para joalherias que criei, quem tirava 10 no quiz ganhava um diamante no canto da tela, e os vendedores corriam atrás desses diamantes.

Um de nossos clientes na Alemanha treina motoristas que passam o dia na estrada. Eles queriam que a equipe fizesse o [treinamento pelo celular]([object Object]), só falando, então o curso virou um podcast e os motoristas respondem aos [quizzes]([object Object]) e às atividades com as mãos livres.

## Por que tantos cursos online viram uma sequência de cliques?

Boa parte do treinamento online se resume a clicar em [conteúdo de compliance]([object Object]). Quando criei o jogo de golfe, queria muito que fosse divertido e agradável, e é isso que as equipes de treinamento ainda nos pedem hoje.

> "Os alunos só rolam a tela e fica meio chato."  
> _Uma equipe de treinamento que migrou para Coursebox vindo de outra ferramenta de autoria_

A outra metade é o feedback. Corrigir trabalhos antes consumia as noites; com Coursebox, o aluno envia uma resposta escrita de 3 páginas e recebe a correção, com feedback com base na [rubrica]([object Object]), em cerca de 10 segundos.

## A IA substitui o designer instrucional?

Vejo a IA como uma extensão do designer instrucional. Com ela, o designer consegue produzir em escala, mas continua sendo dele a responsabilidade de revisar o conteúdo antes de publicar. Em um [curso de compliance]([object Object]), Coursebox leva cerca de 90 a 95% do caminho na primeira hora, e o designer gasta 1 ou 2 dias para finalizá-lo.

Esses últimos 5 a 10% são a parte mais importante. São as decisões sobre onde os alunos devem ter dificuldade, o que devem praticar e o que precisam provar.

Ninguém deveria ter medo de que a IA vá tomar o seu lugar. Ela está aí de qualquer jeito, então use-a como ferramenta, como foi com a calculadora quando surgiu. Também discordo da conversa sobre cortar contratações de profissionais juniores. Acho que as empresas precisam deles mais do que nunca, porque são os mais propensos a pegar essas ferramentas rápido e a triplicar o que conseguem entregar.

## Em quais princípios Coursebox se baseia?

São 5, e todos nasceram dos anos que passei criando cursos à mão:

- **O resultado é o que importa.** Um curso é o caminho para o aluno chegar a algum lugar, por isso todo curso vem acompanhado de tutor de IA, correção, acompanhamento do progresso e certificados.
- **Se a gente não usaria, não está pronto.** Se não é bom a ponto de nós mesmos querermos usar, simplesmente não é bom o bastante. Meu teste pessoal é perguntar se eu teria orgulho de mandar o curso para a minha mãe.
- **A IA faz o rascunho, uma pessoa decide.** Nada é publicado até que uma pessoa publique, e a [correção automatizada com IA]([object Object]) pode ser moderada por uma pessoa antes de os resultados saírem.
- **Prática vale mais do que leitura.** Os alunos devem praticar, errar com segurança e receber feedback real na hora, e foi por isso que criamos as Custom Interactions.
- **A aprendizagem se adapta ao aluno.** O [tutor de IA]([object Object]) responde a cada aluno no seu próprio idioma, a qualquer hora, e um curso pode ser ouvido como um podcast, durante o deslocamento.

[Secure Meters]([object Object]) mostra o terceiro princípio na prática. Os especialistas no assunto da empresa escrevem os cursos em Coursebox para a Secure Academy, e o gerente-geral, Shafik Ahmad, revisa a qualidade de cada curso antes que ele chegue a um aluno.

> "Queremos dar às nossas pessoas empregabilidade para a vida toda, e não apenas empregos. Coursebox nos deu um jeito de cumprir essa promessa em escala."  
> _Shafik Ahmad, gerente-geral, Secure Meters_

## Como trabalhamos em Coursebox?

Todas as manhãs leio todas as conversas de suporte da noite anterior, e o que vale a pena melhorar vai para a equipe no mesmo dia. Eu também ainda crio cursos em Coursebox. Recentemente estava criando um curso de piano para iniciantes, e Coursebox me deu uma interação em que o aluno clica nas teclas, ouve as notas e as experimenta em sequência, com feedback.

Também usamos IA para testar o nosso próprio trabalho. É assim que fazemos parte dos nossos testes com usuários: pedimos a Claude que percorra o curso como um aluno faria.

E contamos com os especialistas da nossa equipe. Nos nossos projetos de compliance, Carolina Martin, nossa gerente de experiência de aprendizagem, é a especialista nesses últimos 10%.

## O que vem a seguir para o design instrucional?

Mal posso esperar por essa história de fritar o cérebro e de [aprendizagem adaptativa]([object Object]). Testei em mim primeiro: dei a Claude as transcrições das minhas próprias ligações de vendas e pedi que fritasse o meu cérebro, me pressionasse ao máximo com ideias e perguntas e dissesse onde eu tinha errado.

Agora imagine isso dentro de um curso. Um aluno está aprendendo a programar, assistiu aos vídeos, fez as atividades, e então o curso pede que ele mesmo digite o CSS e dá feedback em tempo real. Minha equipe não gosta muito da expressão fritar o cérebro e ainda não sabemos bem como chamar isso, mas é a parte do design instrucional que mais me anima.

## A história de Coursebox

Antes de Coursebox, passei 7 anos desenvolvendo uma [plataforma EAD social]([object Object]); antes disso, dirigi a Web Design Cafe e atuei como consultor de design instrucional. Há 4 anos conheci Alex Hey por meio de um serviço do Y Combinator que conecta cofundadores e, juntos, direcionamos a empresa de vez para a IA. Hoje desenvolvemos Coursebox a partir de Adelaide e Perth, com uma equipe internacional em crescimento, para [academias e centros de treinamento]([object Object]) e equipes de T&D em mais de 180 países.
